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4.2.09
Saiu hoje no blog do Prosa e Verso este meu poema. APELO PARA A MOÇA DE ÓCULOS Da tua distância, a realidade é míope: As linhas inexatas e difusas Só em ti ganham sentido. E até Calíope, A musa mais sabida dentre as musas, Pudesse, ficaria bem mais bela Ornada com os óculos que usas. Porque moça, há aí dentro das janelas Um aquário em que as meninas, com seu nado, Me encantam (de sereias que são elas...). E o meu olhar, também sincronizado, Mergulha e é pescado na armação Que cobre esse teu mar esverdeado. Não são muletas, máscaras, e não Isolam o teu olhar do que vem vindo. Mas sim frágeis molduras, onde então É semirrevelado algo tão lindo, Que é o teu rosto nesses óculos. Molhe-os Com lágrimas de quem chora e está rindo Até que eu possa enfim despir teus olhos. Comentários: |