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30.9.09
Estou retomando a rotina de escrita, com mais tempo para me dedicar à literatura. Participei de debate na Bienal com Max Perlingeiro sobre arte e educação, pelo Amigos da Escola. Foi bacana pacas. Falei para os professores: vocês são o filé da sociedade. Em novembro devem sair uns livros novos para crianças. E uma antologia de contos da qual sou organizador e um dos autores já está com contrato assinado. (depois falo mais sobre ela) Vida que segue. Palavra idem. E para essa tarde de chuva, vai um Fernando Pessoa: Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada apetece... Não paira vento, não há céu que eu sinta. Chove longínqua e indistintamente, Como uma coisa certa que nos minta, Como um grande desejo que nos mente. Chove. Nada em mim sente... Abração Comentários: 3.9.09
retomando a escrita DE PALCOS E ESTREIAS Tiraste a velha máscara que um dia Puseram no teu rosto sem aviso. E mesmo sendo à tua revelia, Tomaste como teus o choro e o riso. Dançaste nesse falso paraíso, No qual todo um cenário te cobria. Fizeram do teu sonho algo impreciso, E até do teu sorriso alegoria. Caído o pano agora, recomeça O teu próprio espetáculo, sem pressa Ou vício ou medo. E para que não falhes, Terás o teu caminho sem atalhos, As roupas costuradas com detalhes, A vida toda cheia de retalhos. Comentários: |